Inquérito para apurar morte de menino Rafael pode durar 30 dias
Autoridades de segurança ainda estão no aguardo de laudos técnicos para novos desdobramentos do caso
Publicado em 02 de junho de 2020
Compartilhar
A- A A+

A investigação envolvendo a morte de Rafael Winques, de 11 anos, em Planalto, poderá ter a duração de 30 dias ou mais. A afirmação é da chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegada Nadine Anflor, que está em Planalto, junto com o delegado Ercílio Carletti, para o acompanhamento das investigações.

Ambos concederam coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira(02), em Planalto, juntamente com a diretora do IGP-RS, Heloísa Kuser e o delegado Joerberth Nunes. Eles estão no município para averiguar os procedimentos que envolvem a reprodução simulada (reconstituição do crime). As autoridades de segurança ainda estão no aguardo de laudos técnicos para novos desdobramentos do caso.

“Ainda não temos nenhum laudo novo. Perícia é ciência. Estamos trabalhando com muita calma e com várias solicitações encaminhadas e nos foi solicitada uma reprodução simulada, por isso estamos aqui”, afirmou a diretora do IGP-RS, Heloisa Kuser.

Nadine Anflor confirmou que há contradições apresentadas nos depoimentos da mãe e irmão, entretanto, a chefe da Polícia Civil não deu mais detalhes. “Seria muito precipitado neste momento, traçar o depoimento da mãe em relação ao depoimento do filho. Não vamos adiantar neste momento nenhuma contradição, já que poderá ter a necessidade de ouvir outros familiares”, frisou.

Há uma previsão de que seja realizada a reprodução simulada em 15 dias. Nadine ainda disse que estão aguardando a vinda dos donos da casa onde Rafael foi encontrado também para serem ouvidos. “Se houver necessidade de perícia, será feita. Num primeiro momento foi feita no exterior, porque a polícia tem a informação que eles não tinha acesso ao interior da casa”, explicou.  Todos os envolvidos participarão da reprodução simulada.

Em seu último depoimento, Alexandra Dougokenski reafirmou que não tinha a intenção de cometer o crime e acredita que a morte foi causada em função da medicação aplicada.

 

 

 

Foto: Arquivo

Fonte: Jornal Folha do Noroeste
Fotos
Comentários