Inquérito que investiga morte de Rafael Winques tem depoimentos de mais de 30 pessoas
Próxima semana deve ser decisiva na investigação com reconstituição do crime
Publicado em 13 de junho de 2020
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Mais de 30 pessoas prestaram depoimento à Polícia Civil sobre o assassinato de Rafael Mateus Winques, 11 anos, em Planalto, no norte gaúcho. Segundo a Polícia Civil, entre elas estão familiares mais próximos, professores, a diretora da escola, pais de amigos do garoto e o namorado da mãe. Alexandra Dougokenski confessou ter matado o filho e ocultado o cadáver.

Uma força-tarefa de delegados reforça a investigação, na tentativa de elucidar o crime e dar conta da grande quantidade de versões ouvidas. Algumas pessoas foram chamadas a depor mais de uma vez: Alexandra, seu namorado, a avó e o irmão de Rafael.

Além do delegado de Planalto, Ercílio Carletti, está na cidade a delegada Caroline Bamberg, responsável pela investigação do caso Bernardo Boldrini, o diretor de investigações do Departamento de Homicídios, Eiberth Moreira Neto, e a delegada Aline Palma, que trabalha na região.  As ações da força-tarefa ainda são acompanhadas pelo Ministério Público.

A próxima semana deve ser decisiva na investigação, quando deve ocorrer a reconstituição do crime, com especialistas do Instituto-Geral de Perícias (IGP), de acordo com o diretor do Departamento de Polícia do Interior, delegado Joerberth Nunes. Os peritos pretendem realizar o trabalho durante a madrugada, para simular a mesma luminosidade do dia dos fatos, e um boneco do mesmo tamanho de Rafael será usado.

Segundo o diretor da Polícia Civil, faltam ainda o resultado de alguns laudos periciais sobre o crime. Depois disso, os delegados terão condições de tornar público os detalhes da investigação. “Nesta semana, chegarão os vários laudos periciais dos aparelhos telefônicos analisados e periciais em geral. Laudo de necropsia, DNA e laboratoriais” resumiu o delegado.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai
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