Prefeitos se mobilizam para solicitar revisão da bandeira vermelha na região
Região entrou na zona com bandeira vermelha em atualização divulgada no sábado(20)
Publicado em 22 de junho de 2020
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Encerrou às 18 horas deste domingo(21), o prazo para que os municípios recorram, junto ao Governo do Estado, da atualização da classificação do sistema de Distanciamento Controlado no RS durante a próxima semana. Na região, a Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop) encabeça uma mobilização com as prefeituras, na tentativa de provar ao Palácio Piratini que as áreas abrangidas pelas coordenadorias de saúde de Palmeira das Missões (15ª CRS) e de Frederico Westphalen (19ª CRS) não devem ser enquadradas na bandeira vermelha, ou risco alto. Na atualização de sábado(20), as regionais foram classificadas na bandeira vermelha.

Conforme o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou durante a transmissão de sábado, as prefeituras teriam 24 horas para enviar ao Estado dados que possam contestar a classificação realizada pelo Piratini. Assim, a Amzop, que compreende as áreas da 15ª e da 19ª CRSs, busca, desde a noite de sábado, levantar dados atualizados sobre o sistema de saúde da região. “Estamos num verdadeiro mutirão. Empenho bastante grande dos prefeitos em levantar os dados de cada município. Estamos desde ontem à noite, direto, reunindo todos os elementos necessários e que julgamos importante para fazer a contestação”, afirma o secretário executivo da Amzop, Luiz Queiroz.

Conforme algumas lideranças, a região foi enquadrada na bandeira vermelha por ter excedido minimamente indicadores empregados para a classificação, ficando situada no limite entre risco médio e risco alto. É com o emprego de dados mais recentes do que os usados pelo Estado que as prefeituras buscam recalcular os critérios e manter a região na bandeira laranja.

Os documentos e informações compiladas na área da Amzop foram enviados para o Estado. Nesta segunda-feira(22), Leite analisará os pedidos de cada região e, na parte da tarde, anunciará o mapa definitivo. Caso a região não consiga a reversão da decisão, terá de adotar uma série de medidas restritivas, como o fechamento do atendimento presencial dos comércios não essenciais. A atualização é válida até segunda-feira(29).

Fonte: Jornal O Alto uruguai
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