Retorno das aulas deve ficar para agosto, diz Governador
Atual cenário epidemiológico de coronavírus no Estado motivou o novo adiamento
Publicado em 26 de junho de 2020
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Contrariando as projeções já apresentadas para o retorno presencial às escolas, o governador Eduardo Leite anunciou, nesta quinta-feira(25), que a segunda etapa do planejamento do calendário escolar da rede de ensino só deverá ocorrer no mês de agosto – e não em julho como estava previsto. A nova data, que levou em consideração o atual cenário epidemiológico de coronavírus no Estado, é válida para estudantes da rede pública e privada de ensino, além das universidades e cursos técnicos do Rio Grande do Sul. O detalhamento do retorno às escolas deverá ser apresentado na próxima segunda-feira em uma nova videoconferência.

“Nós projetávamos o retorno para o início de julho e isso, evidentemente, já não acontecerá. O mais provável é o retorno para o mês de agosto e por etapas”, esclareceu o governador.

Em videoconferência, Leite destacou que apenas metade dos estudantes gaúchos da rede pública se cadastraram na plataforma "Google for Education" – usada para conectar professores a alunos. Estes desafios, segundo o chefe do Estado, estão sendo solucionados em cooperação com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e as coordenadorias regionais de ensino.

Outro ponto colocado pelo governador para justificar o recuo no calendário escolar presencial é a concentração de pacientes com doenças respiratórias nos hospitais que geralmente ocorre em julho. A demanda esperada para este período, segundo Leite, sobrecarregaria àquela já provocada pela pandemia.

Para auxiliar em um novo planejamento de volta às escolas, a Seduc vai abrir uma consulta pública, na próxima semana, para coletar análises de cerca de 3 mil entidades ligadas à educação e assistência social do RS. O formulário digital será entregue às coordenadorias, conselhos tutelares e entidades ligadas à rede de ensino privada. 

Já o retorno das aulas práticas em laboratórios no ensino universitário, previsto para julho, não terá nenhuma alteração nos protocolos apresentados pelo governo em maio.

"Críticas injustas"

O governador Eduardo Leite usou o espaço da coletiva à imprensa para se defender de críticas sobre ações de estruturação da rede pública hospitalar. Para ele, as colocações foram realizadas por pessoas que não acompanham o trabalho do governo do RS.

Leite pontuou que a Secretaria Estadualde Saúde já implementou, desde abril deste ano, 624 novos leitos adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em diversos municípios gaúchos. Conforme dados apresentados, o Estado contava com 933 leitos adultos SUS até abril e, agora, disponibiliza à população mais de 1,6 mil leitos em instituições de saúde. "Se não tivéssemos feito a ampliação dos leitos, estaríamos beirando a ocupação de 100%", alertou.

Entretanto, o governador ressaltou que, mesmo contando com o reforço da estrutura hospitalar, o RS não seria capaz de dar contar de uma demanda de pacientes caso a velocidade de internações por coronavírus aumente. "Nós ampliamos a disponibilidade de leitos, mas se houver uma velocidade maior – como estamos observando na região Metropolitana – não temos estrutura para atender toda a demanda gerada pelo coronavírus sem a restrição de circulação de pessoas", afirmou. 

 

 

 

 

Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Fonte: Correio do Povo
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