Rio Grande do Sul pode virar referência mundial em terras raras
Formação submarina na costa gaúcha pode tornar o Estado referência estratégica na disputa global por minerais críticos
Publicado em 11 de setembro de 2025
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O Rio Grande do Sul pode ganhar papel de destaque na geopolítica da energia. A Elevação do Rio Grande (ERG), formação submarina localizada a mais de mil quilômetros da costa gaúcha, foi identificada em estudos da USP como área promissora para a exploração de terras raras — minerais fundamentais para turbinas eólicas, baterias, veículos elétricos e equipamentos de alta tecnologia.

Com extensão equivalente ao território da Espanha, a região pode ser incorporada à zona econômica exclusiva do Brasil, caso a Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU aceite o pedido já apresentado pelo país. Se confirmada, a medida dará ao Brasil o direito exclusivo de exploração da área.

– A disputa por terras raras definirá a próxima década, e o Rio Grande do Sul reúne condições de ser um hub estratégico, unindo litoral favorável, histórico de pesquisa geológica e protagonismo industrial –, destaca o especialista em energia Eric Fernando Boeck Daza.

Atualmente, a China concentra mais de 90% do refino mundial desses minerais, enquanto os Estados Unidos buscam fornecedores alternativos. Nesse cenário, o Brasil pode se consolidar como um player confiável, com impacto direto para o desenvolvimento do RS.

Além da oportunidade econômica, especialistas defendem que a mineração em águas profundas deve avançar com rigor ambiental e arcabouço legal robusto, transformando recursos minerais em cadeias de valor locais, geração de empregos e soluções sustentáveis.

Foto: Divulgação

Fonte: Almir Felin
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