O Oceano Pacífico Equatorial está se resfriando e, pela primeira vez em sete meses, a temperatura da superfície do mar atingiu o patamar mínimo de La Niña. Dados divulgados pela agência de tempo e clima dos Estados Unidos, a NOAA, mostram que a anomalia de temperatura no Pacífico Centro-Leste (região Niño 3.4) está em -0,5ºC, o limite mínimo para o fenômeno.
Apesar dos dados, a La Niña ainda não está instalada. Para que o fenômeno seja declarado, é preciso que as anomalias de temperatura do mar fiquem consistentes por, pelo menos, quatro a seis semanas. Se isso acontecer, a NOAA deve declarar o evento apenas na metade de outubro ou em novembro.
O que é o fenômeno La Niña e como ele afeta o Brasil
A La Niña é caracterizada por temperaturas abaixo do normal na superfície do Oceano Pacífico. Essa condição tem impactos no clima global, influenciando os padrões de vento, chuva e temperatura. O último evento do fenômeno, que durou de 2020 a 2023, causou estiagens no Sul do Brasil, no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.
No Brasil, os efeitos da La Niña variam de acordo com a região:
Região Sul e Mato Grosso do Sul: Aumenta o risco de estiagem. A La Niña favorece a chegada de massas de ar frio, mas, com a falta de chuva, também aumenta a probabilidade de ondas de calor no verão.
Regiões Norte e Nordeste: Geralmente registram um aumento nas chuvas.
Em escala global, a La Niña tende a diminuir a temperatura do planeta, o que, nos dias de hoje, significa um ritmo de aquecimento um pouco mais lento.
Foto: NASA