Exército participa de Operação para fiscalizar garimpos na região de Ametista do Sul
Ação conjunta mira atividades com uso de explosivos (pólvora negra) em seis municípios do Norte do RS, verificando cumprimento de exigências e medidas de segurança
Publicado em 12 de novembro de 2025
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Foi deflagrada na manhã desta terça-feira(11), a Operação Elmo XII, coordenada pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 3ª Região Militar do Exército Brasileiro. O objetivo é fiscalizar garimpos na região de Ametista do Sul que utilizam explosivos em suas atividades, produtos controlados pelo Exército.

A operação conta com a participação de um grande efetivo interinstitucional, incluindo:

  • Exército Brasileiro
  • Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)
  • Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/RS)
  • Ministério do Trabalho
  • Polícia Civil
  • Corpo de Bombeiros
  • Comando Ambiental da Brigada Militar

Foco na regulamentação de explosivos

A fiscalização se concentra na verificação do cumprimento das exigências e medidas de segurança estabelecidas para a utilização e o armazenamento de produtos controlados, como a pólvora negra.

Cerca de 90 garimpos da região possuem Certificados de Registro (CR) individuais, que autorizam o exercício de atividades com esses produtos. Além disso, a Cooperativa de Garimpeiros do Médio Alto Uruguai (COOGAMAI) também possui um CR que ampara cerca de 70 cooperativados que ainda não têm o certificado individual.

A fiscalização abrange garimpos localizados nos municípios de Ametista do Sul, Cristal do Sul, Frederico Westphalen, Iraí, Planalto e Rodeio Bonito.

Resultados Parciais da Operação Elmo XII

Planalto

Em Planalto, o foco da autuação foi a regularidade administrativa da atividade:

  • Foi emitido um Auto de Infração devido à constatação de trabalho sem alvará de funcionamento.
  • A infração resultou na aplicação de multa.
  • Foi concedido um prazo de 30 dias para a interposição de recurso.

Ametista do Sul

Em Ametista do Sul, as providências se concentraram em pendências documentais e de segurança:

  • Foi emitido um Auto de Infração por não apresentar plano de emergência, item crucial para a segurança das atividades com explosivos.
  • Foi concedido um prazo de 30 dias para que os responsáveis deem seguimento ao processo referente ao Certificado de Registro (CR) junto ao Exército.
  • Foi confeccionado um Termo de Requisição de Documentos e Providências, indicando a necessidade de apresentar documentação adicional ou tomar medidas corretivas.

 

 

 

Foto: Divulgação/3ª RM/Exército Brasileiro

Fonte: Com informações da LA+
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