A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou o reforço da rede hospitalar com a criação de 1.478 novos leitos destinados ao enfrentamento de síndromes respiratórias. O anúncio, realizado pela secretária Arita Bergmann, detalha as ações do Programa Inverno Gaúcho com Saúde.
Em 2026, a estratégia será antecipada para o mês de abril, visando estruturar as unidades de saúde antes do período de pico das internações decorrentes das baixas temperaturas. O orçamento total da iniciativa é de R$ 100 milhões, abrangendo desde a atenção primária até o suporte de alta complexidade.
A distribuição dos novos leitos contempla tanto unidades clínicas quanto de terapia intensiva. Do total anunciado, 1.014 são leitos clínicos (778 para adultos e 236 pediátricos) e 464 são de UTI (338 adultos e 126 pediátricos).
O cronograma prevê a ativação de 40% dessa estrutura entre os meses de abril e maio. Especificamente para o público infantil, o Estado disponibilizará 52 leitos de UTI e 106 de suporte ventilatório já no primeiro bimestre do programa, enquanto em maio serão habilitados outros 135 leitos de UTI e 311 leitos clínicos para o atendimento de adultos.
Cadastro hospitalar e novas tecnologias de atendimento
Hospitais interessados em habilitar novos leitos já podem realizar o cadastro junto à Secretaria da Saúde, enquanto a portaria de regulamentação finaliza os últimos ajustes para publicação nas próximas semanas. Além da ampliação física, o governo estadual implementará o serviço de teleUTI pediátrica.
A ferramenta permitirá que equipes especializadas orientem médicos na ponta sobre o manejo de casos graves, avaliando em tempo real a necessidade de transferências para centros de maior suporte.
A estratégia de combate às doenças sazonais também inclui o reforço da vacinação, previsto para iniciar no final de março, e investimentos diretos em prontos atendimentos e na rede básica de saúde.
A secretária Arita Bergmann enfatizou que a antecipação das medidas é fundamental para reduzir a pressão sobre os hospitais de grande porte e garantir que o atendimento ocorra de forma descentralizada e ágil em todo o território gaúcho durante o outono e o inverno.
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