Operação Semente Segura III apreende 1,4 mil toneladas de insumos irregulares no RS
Fiscalização ocorreu entre segunda-feira (14) e quarta-feira (16) em 13 municípios, com prejuízo estimado de mais de R$ 6 milhões ao mercado ilegal
Publicado em 23 de abril de 2026
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A Polícia Civil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apreenderam cerca de 1.447 toneladas de sementes e insumos agrícolas irregulares durante a Operação Semente Segura III, realizada entre segunda-feira (14) e quarta-feira (16), no Rio Grande do Sul.

Coordenada pela Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (DICRAB), a ação teve como foco a fiscalização da produção, comercialização e uso de insumos agrícolas, com verificação de documentação, origem, rastreabilidade e conformidade com a legislação.

Fiscalizações no Estado

Ao longo de três dias, equipes técnicas e policiais civis atuaram em empresas e propriedades rurais em diferentes regiões do Estado, com foco em produtores de culturas forrageiras de inverno, como aveia preta, aveia branca, azevém, centeio e trigo.

As ações ocorreram nos municípios de Bagé, Ijuí, Pejuçara, Cruz Alta, Aceguá, Pedras Altas, Dom Pedrito, Lagoa dos Três Cantos, Espumoso, Fortaleza dos Valos, Palmeira das Missões, Santa Bárbara do Sul e Condor.

Apreensões e penalidades

Além da apreensão dos produtos, foram lavrados autos de infração. O valor estimado das cargas irregulares chega a aproximadamente R$ 6,1 milhões. As irregularidades serão apuradas em processos administrativos, podendo resultar em penalidades como advertência, multa e condenação das sementes.

A operação integra a Ronda Agro CXXXVI, vinculada ao Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), e contou com a participação de equipes do Mapa, fiscais da Seapi e agentes das Delegacias Especializadas em Crimes Rurais e Abigeato (Decrabs).

Segundo os órgãos envolvidos, a atuação conjunta busca garantir a sanidade vegetal, a segurança alimentar e a proteção do patrimônio agropecuário, além de coibir a atuação irregular no mercado de insumos agrícolas.

 

Fonte: Ramon Mendes / Sidi Farias - Jornalismo RP / DICRAB - Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS)
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