O governo da República Popular da China oficializou nesta terça-feira, 2 de junho, o reconhecimento de todo o território do Brasil como área livre da febre aftosa. A declaração das autoridades sanitárias asiáticas ocorreu durante a agenda oficial de compromissos do ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, ao país e consolida um processo de tratativas diplomáticas e técnicas que se estendia por mais de 20 anos entre as duas nações.
A medida representa uma chancela internacional importante para o status sanitário da pecuária brasileira e projeta a ampliação das transações comerciais bilaterais.
Com o novo entendimento, abrem-se perspectivas imediatas para a diversificação e o aumento do volume de exportações de proteína animal de origem bovina e suína com destino ao mercado de consumo chinês.
A liberação deve beneficiar segmentos específicos que antes sofriam restrições devido a exigências de controle da doença, permitindo o comércio de produtos valorizados pelo setor produtivo nacional, como miúdos e carnes com osso.
Acordos sanitários bilaterais e balanço das exportações do agronegócio
A evolução no diálogo regulatório entre Brasília e Pequim ganhou tração após o alinhamento estratégico ocorrido no primeiro semestre do ano anterior.
Durante a missão comitiva presidencial realizada em maio de 2025, os representantes das duas nações firmaram um memorando de entendimento focado em medidas sanitárias e fitossanitárias, aproximando o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da China. Esse instrumento jurídico permitiu a harmonização de protocolos técnicos e acelerou a avaliação das salvaguardas brasileiras.
O mercado chinês consolida-se como o principal parceiro comercial do setor produtivo rural brasileiro, apresentando números expressivos no balanço econômico recente.
Os relatórios consolidados indicam que o faturamento das exportações do agronegócio do Brasil direcionadas para o país asiático superou a marca histórica de 50 bilhões de dólares ao longo do ano de 2025, patamar que tende a ser impulsionado a partir da nova abertura tarifária e de produtos autorizada pelo governo de Pequim.
Foto – Divulgação/Abiec