Plano Safra da Agricultura Familiar amplia volume de crédito e reduz taxas de juros para produtores gaúchos
Novo programa federal expande limites de financiamento para o microcrédito e direciona recursos estratégicos para assistência técnica e proteção contra quebras climáticas
Publicado em 11 de julho de 2026
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O Governo Federal oficializou o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar voltado para o ciclo 2026/2027, projetando a expansão dos mecanismos de fomento econômico para o meio rural. O novo planejamento estratégico assegura um incremento de aproximadamente 2% no montante global de crédito disponibilizado ao segmento produtivo, contemplando linhas integradas de custeio, investimentos em infraestrutura, armazenagem de grãos e estruturas de comercialização.

Diante da proximidade do novo ano agrícola e das projeções meteorológicas que indicam a atuação do fenômeno climático El Niño, a Emater/RS-Ascar intensificou a mobilização de sua rede de escritórios municipais.

Os técnicos da instituição atuam diretamente no assessoramento dos agricultores para a elaboração dos projetos de financiamento e no planejamento preventivo das propriedades, direcionando a escolha de culturas agrícolas resilientes e adequadas ao cenário climático previsto para o período.

Ampliação de limites no Pronaf e fomento à assistência técnica

A nova estrutura do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) promoveu alterações nos tetos operacionais e nas taxas de juros aplicadas. Na modalidade de Microcrédito (Pronaf B), o limite potencial de captação por núcleo familiar foi ampliado para até R$ 74 mil, preservando a taxa de juros subsidiada em 0,5% ao ano, enquanto o Pronaf B individual possibilita acessos de até R$ 10 mil por beneficiário.

O programa implementou novos tetos direcionados a projetos de habitação rural, jovens e mulheres produtoras — com o Pronaf Mulher oferecendo taxas de 1,5% para maquinários de pequeno porte e 2% para demais investimentos em propriedades com renda de até R$ 150 mil.

O pacote de medidas econômicas reduziu os juros para 2% ao ano nos financiamentos de alimentos básicos e fixou em 1% a taxa para iniciativas de agroecologia, produção orgânica e sociobiodiversidade.

Para mitigar os impactos de perdas decorrentes de adversidades climáticas ou fitossanitárias, o plano reforçou o orçamento do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

Em paralelo, foi anunciado um aporte 67,9% maior nos recursos destinados à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em âmbito nacional, fortalecendo o trabalho de orientação conduzido por extensionistas em áreas de gestão e regularização documental de pequenas e médias propriedades gaúchas.

 

 

 

Foto: Vanessa Almeida de Moraes | Emater/RS-Ascar

Fonte: Com informações da LA+
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