Caiçara registra segundo foco de greening no Rio Grande do Sul
Registro da doença já havia sido confirmado no município de Palmitinho no mês passado
Publicado em 15 de julho de 2026
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O prefeito de Caiçara, Zilio Roggia, e o secretário municipal de Obras, Rogério Negri, participaram de uma reunião técnica na sede local da Emater com o extensionista rural Carlos Ruviaro e uma equipe de fiscais agropecuários, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado (SEAPI). O encontro teve como objetivo central estabelecer e coordenar ações imediatas para o controle do greening, doença que afeta diretamente o desenvolvimento de pomares de citros na região.

A anomalia biológica atinge variedades cítricas, como laranjeiras, bergamoteiras e limoeiros, tendo como vetor de transmissão o inseto Diaphorina citri, que dissemina a bactéria ao se alimentar de plantas sadias após o contato com espécimes contaminados.

O greening provoca deformações morfológicas, depreciação na qualidade dos frutos, queda acentuada de produtividade e causa a morte progressiva das árvores afetadas. A patologia não possui cura disponível, mas as autoridades ressaltam que não há qualquer tipo de risco para a saúde humana no consumo das frutas.

Protocolos de inspeção em campo e ações preventivas

Embora o registro da enfermidade no território brasileiro date do ano de 2004, o Rio Grande do Sul permaneceu sem ocorrências até a identificação recente do primeiro foco no município vizinho de Palmitinho, sendo o segundo registro oficializado em Caiçara.

Diante do cenário, os fiscais agropecuários da SEAPI iniciaram uma varredura sanitária em todas as propriedades contidas em um raio inicial de 500 metros a partir do ponto infectado, planejando expandir o monitoramento preventivo para um perímetro de 2,4 quilômetros nas próximas fases.

Nos casos em que a presença da bactéria é laboratorialmente confirmada, os proprietários recebem a orientação legal para efetuar a erradicação sumária das plantas doentes.

Durante o alinhamento, a administração municipal manifestou preocupação com a existência de viveiros comerciais clandestinos e recebeu orientações sobre o plano estadual de contingência.

Até o momento, os focos locais foram detectados exclusivamente em pomares domésticos localizados na área urbana da cidade, contando com o apoio das agentes comunitárias de saúde nas tarefas de conscientização e busca ativa por folhas amareladas ou frutos deformados.

Para evitar o avanço da praga, a SEAPI orienta os produtores a adquirirem mudas somente de fornecedores certificados com rastreabilidade garantida, disponibilizando canais diretos da Inspetoria de Defesa Agropecuária e de Porto Alegre para o recebimento de notificações de suspeitas.

 

 

Foto: Arquivo/Divulgação

Fonte: Com informações da LA+
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