GHC nega ter à disposição antídoto para tratamento para contaminação por metanol
Secretária Estadual da Saúde, Arita Bergmann, disse que situação “é nova”, mas equipes técnicas estão preparadas para atendimentos
Publicado em 06 de outubro de 2025
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Grupo Hospitalar Conceição (GHC) negou, nesta segunda-feira, ter à disposição o antídoto para o metanol, substância por trás de bebidas alcoólicas adulteradas, além de dois casos suspeitos de contaminação no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre e Santa Maria. A secretária estadual de Saúde (SES), Arita Begmann, sugeriu que o complexo da Capital, administrado pelo governo federal, já teria o produto. A direção do GHC disse ainda não ter a informação de que estaria recebendo o medicamento, e segue nota técnica do Ministério da Saúde sobre orientações para atendimento e notificação.

No Brasil, foram confirmados, até o último domingo, 225 casos, dos quais 16 confirmados e 209 em investigação, a maioria no estado de São Paulo. No entanto, 13 estados têm casos notificados. Há ainda dois óbitos confirmados, também em São Paulo, e 13 sob investigação. As informações são atualizadas diariamente, às 17h. Arita disse ainda, nesta segunda-feira, que a SES está tomando medidas para que o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) possa realizar a análise de sangue coletado de possíveis casos suspeitos.

“Nossa equipe tem já experiência em relação a isso, mas não especificamente para esta situação de hoje. Estamos adquirindo os insumos necessários. Conhecemos os protocolos e a equipe técnica está preparada para podermos ser referência”, comentou ela. Ainda nesta segunda, haverá uma reunião interna para tratar do assunto, e há um comitê intersecretarial para acompanhar a presença de metanol em bebidas no Rio Grande do Sul, criado pelo governador Eduardo Leite na semana passada, reunindo órgãos como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a Polícia Civil (PC), a Brigada Militar (BM) e o Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Também nesta segunda, o Cevs deverá emitir uma nota orientativa para a rede assistencial, especialmente para as portas de entrada, e é considerada fundamental para orientar a atuação dela sobre o tema. “Nosso foco é prevenir, proteger e assistir a população. Estamos nos preparando não apenas para orientar, mas também para atender eventuais casos de pessoas com sintomas de intoxicação, caso venham a ocorrer”, frisou Arita.

Fonte: Notícia: Correio do Povo. Imagem: Gerada por IA (ChatGPT-OpenAI), 2025.
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